Patrícia Ventura: fisioterapia como instrumento de qualidade de vida

Nesta entrevista, a fisioterapeuta da Oncomédica fala a respeito da escolha pela carreira, sua relação com a profissão e projetos. Confira.

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Publicado em: 16/11/2011

Patrícia Ventura é uma profissional que abraçou a fisioterapia de corpo e alma. Formada pela Universidade Estadual do Piauí - UESPI, especialista em Saúde da Mulher e Mestra pela Univap, a fisioterapeuta é responsável pelo acompanhamento dos clientes da clínica Oncomédica desde o início de suas atividades.

Seu trabalho, que começou com o estimulo à prática de exercícios, hoje foi ampliado e é parte essencial no tratamento dos clientes da Oncomédica, especialmente às pacientes que sofreram intervenções cirúrgicas devido ao surgimento de câncer de mama.

Ela é a responsável pela elaboração do ?Guia de orientações sobre a fisioterapia no câncer de mama?, cartilha que auxiliará as clientes no pós-operatório de cirurgias de mama para minimizar incômodos e obterem uma melhora mais rápida.

A fisioterapeuta ainda é docente de duas faculdades da capital e concilia as aulas com a prática clínica.

Nesta entrevista, Patrícia conta a escolha pela fisioterapia, sua relação com a profissão e projetos. Confira.
 

Por que a escolha da fisioterapia como profissão?

Na verdade, na época do vestibular, meu avô estava necessitando muito do acompanhamento de um fisioterapeuta. Eu não conhecia a área, era um curso novo no Estado e eu não me interessava muito pela Medicina, embora quisesse algo na área da saúde. Acompanhando o tratamento dele, decidi fazer. Fui aprovada no vestibular e gostei muito de todas as esferas nas quais a fisioterapia atua.

Como a senhora optou a área da oncologia?

Durante os cinco anos de graduação fui buscando qual seria o ramo que iria seguir. Cada semestre era algo diferente e me interessava por tudo: ortopedia, geriatria...até que no último ano conheci a parte de saúde da mulher, que me trouxe para área da oncologia, pois nela nós trabalhamos muito a parte da mastologia, do câncer de mama. Logo que me formei, fiz especialização em Saúde da Mulher no Ceará. Quando retornei, busquei trabalhar na área que praticamente não existia em Teresina. Comecei a fazer trabalho voluntário na Fundação Maria Carvalho Santos, pra colocar em prática os conhecimentos e ganhar experiência.

E como a senhora chegou à Oncomédica?

A fisioterapia na saúde da mulher era quase inexistente e eu estava procurando clínicas que necessitassem desse serviço. Foi quando soube que a clínica Oncomédica estava iniciando as suas atividades e eu resolvi trazer minha proposta de trabalho. Por coincidência, estava havendo seleção pra fisioterapeuta na clínica. Fui ao lugar certo na hora certa. Conversei com a Dra. Nilshelena e fui aprovada na seleção. Desde então, estou aqui até hoje.

A senhora também é professora. Como surgiu o interesse pela docência?

Antes de entrar na Oncomédica, eu já havia lecionado na UESPI como professora substituta. Depois que ingressei na clínica, comecei a ministrar aulas também na Faculdade Santo Agostinho e acompanhava pacientes mastectomizadas no Hospital Getúlio Vargas. No ano passado concluí mestrado em Bioengenharia pela Univap, em São Bernardo do Campo ? SP e pretendo fazer doutorado. Mas por enquanto, quero aumentar a quantidade de publicações.

Na sua opinião, o que é mais interessante no exercício da fisioterapia?

Pra mim, tudo é muito interessante. O momento em que ela chega no consultório pra ser avaliada é onde começa uma relação de muita confiança. Existe um problema físico ali e ela chega confiando em você. Seja a postura, um problema respiratório ou um braço inchado, além do fator emocional, que no paciente oncológico é muito importante. Você sente a responsabilidade imensa que é tratar alguém nessas condições. E na fisioterapia isso é diferente das outras profissões porque são vários atendimentos seguidos. Durante esse tempo vamos conversando, acompanhando todo o tratamento e acabamos nos tornando muito amigos. E até mesmo pela equipe e a proposta de trabalho da Oncomédica acabamos ficando mais amigos dos pacientes. E diariamente ela relata se há melhora, estabilidade ou piora. E o momento de maior realização é o da alta. É um pouco sofrido porque há aquela quebra de vínculo, mas é muito gratificante, por ter alcançado uma melhora. E também quando há uma resposta positiva dos médicos.

O que diferencia a Oncomédica dos outros locais que oferecem este tipo de serviço?

Eu costumo orientar os meus alunos sobre o que é ideal na prática da profissão. A avaliação, olhar o paciente como um todo, o tempo de atendimento, os melhores recursos, a equipe multidisciplinar. Tudo que é necessário pra ter os melhores resultados. E aqui na Oncomédica nós realmente disponibilizamos disso. Na maioria dos locais a maior preocupação é a produtividade, existem metas a serem cumpridas e portanto, limitações. Aqui não existe isso. Eu posso ficar todo o tempo necessário pra fazer o atendimento, temos um ótimo ambiente, a atenção da administração, que sempre atende às nossas solicitações. E outro fator muito importante é a confiança da equipe no trabalho da fisioterapia. Existe muita integração entre todos nós.

Qual é a sua avaliação sobre a questão do mercado de trabalho para os fisioterapeutas?

Existe uma dificuldade com relação à remuneração e o reconhecimento. Mas o que eu digo é que sempre haverá espaço para quem tem uma maior qualificação. O conselho que eu dou para os meus alunos é que se qualifiquem e se aprimorem sempre. Dessa forma, nunca faltará trabalho.

Existe uma certa ?febre? com relação à fisioterapia estética impulsionada pelos sites de compras coletivas. O que a senhora pensa sobre esse fenômeno?

Realmente a estética provou ser um grande mercado a ser explorado. No entanto, nessa parte de compras coletivas o serviço fica comprometido, pois são muitas pessoas sendo atendidas ao mesmo tempo e a qualidade do serviço cai.  O Conselho de Fisioterapia, inclusive, proibiu a venda de pacotes do gênero. Mas continuam fazendo e as conseqüências não são boas. Eu mesma já comprei um pacote pra pele e não gostei. O cliente termina indo só uma vez, não é bem atendido e faz propaganda negativa.


Um livro: Ócio Criativo (Domenico De Masi)

Um filme: A PROCURA DA FELICIDADE.

Uma frase: ??Não há barreiras que o ser humano não possa transpor?? Hellen Keller

Um hobby: Viajar

Um prato: Qualquer um com bacalhau

Pro futuro eu quero: Escrever um livro de Fisioterapia reunindo os artigos científicos que já publiquei e muitos outros que hei de publicar.

A.N.
16/11/2011
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