Com 95 kg, ele mal conseguia correr 100 metros. Agora, faz 21 km

Sedentário, Diego Rodrigues nunca imaginou que seria capaz de correr. Mas ele mudou de hábitos, perdeu 17 kg e se apaixonou pelo esporte.

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Publicado em: 10/09/2018

Imagem: Arquivo pessoal

Sedentário, Diego Rodrigues nunca imaginou que seria capaz de correr. Mas ele mudou de hábitos, perdeu 17 kg e se apaixonou pelo esporte. A seguir, o futuro maratonista conta como aconteceu essa transformação: "Fui magro a vida toda. Mas na adolescência mudei de cidade para cursar o ensino médio e comecei a ganhar peso. Não cheguei a me tornar obeso, mas fiquei meio 'fortinho'. A balança começou a subir rapidamente quando entrei na faculdade. Começava a trabalhar às 7h e ia dormir perto de 1h. Ou seja, não tinha tempo para nada. Até tentei começar a fazer academia várias vezes, mas nunca consegui continuar.

Quando me formei, estava com 95 kg. Fui fazer uma trilha de cachoeira com uns amigos e tirei uma foto. Quando me vi, tomei um susto. Não tinha noção de que estava daquele tamanho. O primeiro passo para mudar isso foi assinar um aplicativo que elabora treinos para fazer em casa. Todo dia realizava exercícios diferentes e consegui emagrecer 9 kg em três meses.

Aí, tive uma recaída e entrei na vida de balada, bebidas alcoólicas em excesso e alimentação desregrada. Mas em julho resolvi mudar e levar a musculação a sério. Sempre gostei de praticar atividade física, jogava futebol e tudo mais, e com o fim da faculdade eu não tinha mais a barreira da falta de tempo.
Logo que entrei na academia, conheci uma professora que me incentivou muito a começar a correr. Ela falava que eu corria bem, que estava emagrecendo e isso me estimulou a me inscrever em algumas provas de corrida de rua. Em agosto daquele ano fiz a primeira e desde então nunca mais parei. Hoje treino musculação e também corro dentro e fora da academia.

Desde o início, sabia da necessidade de mudar a minha alimentação. Logo no começo cheguei a ir na ideia de um amigo que me indicou tomar medicamento. Ficava 48 horas sem comer, mas percebi que aquilo não era uma forma saudável de emagrecer. Parei e decidi pesquisar mais sobre alimentação saudável.

Eliminei sal, frituras, refrigerante e bebidas alcoólicas do cardápio e aumentei o consumo de proteínas, como frango. Minha sorte é que eu sempre comi de tudo e nunca tive dificuldade para consumir os alimentos mais saudáveis, como verduras, saladas e legumes. Encarar isso como um sacrifício dificulta ainda mais o processo. No fim, todas essas mudanças de vida me fizeram emagrecer 17 kg!

Busquei apoio nutricional há quatro meses por conta das corridas. Quando corria, sentia fraqueza. E descobri que estava comendo pouco carboidrato. Hoje, minha dieta não é tanto para emagrecer e mais para performar bem. Tanto que até me dou ao direito de dar umas 'escorregadas' de vez em quando ao sair com os amigos no fim de semana.

Como moro em uma cidade no interior, a maioria das corridas que participo são de distâncias mais curtas, como 10 km. Mas me programo para viajar e participar de provas mais longas. Esse ano, em abril, já fiz uma meia maratona (21 km). Gosto de me planejar para não queimar etapas. Ainda vou fazer mais duas meias antes de fazer a minha primeira maratona (42 km), que será no Chile, no ano que vem.

Não imaginava ser capaz de correr distâncias tão longas. No começo, era aquela tristeza. Corria 100 m e já estava com a língua para fora. Fiquei muito emocionado na minha primeira meia maratona, pois completei o percurso em 1h37, que é um tempo considerado muito bom. Isso foi resultado de muita dedicação.

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Imagem: Arquivo pessoal

A corrida me proporcionou muitas coisas boas e me fez conhecer muita gente legal e solidária. Mas é preciso ter persistência. Todo início é difícil, seja dos exercícios, seja do emagrecimento em si. O resultado bom só vem com dedicação. Nada aparece de uma hora para a outra. É preciso persistência e foco, mas você precisa acreditar que será capaz de alcançá-lo.

Muita gente achava que eu ia engordar tudo de novo, mas a minha opinião e força de vontade é o que mais conta. E no fim é tudo uma questão de saúde. Várias vezes em que eu rejeito uma comida, me chamam de fresco, mas comer bem é um hábito. E se o maior tempo da sua vida você dedica para consumir coisas que não fazem bem, a sua saúde não vai ser boa!


Fonte: UOL
Enviada por JC
Edição: F.C.

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