Especialistas tiram 6 dúvidas sobre automedicação

Conheça mitos e verdades sobre o processo de automedicação

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Publicado em: 10/04/2018

Quem nunca tomou um remédio sem prescrição para uma dor de cabeça? Ou então pediu a opinião de um familiar sobre qual medicamento tomar em determinada ocasião? Embora a automedicação sirva como uma solução para o alívio rápido de alguns sintomas, é necessário ter muita atenção, pois essa prática pode trazer consequências sérias para saúde.

"A automedicação é o consumo de medicamentos sem prescrição médica, contudo, essa prática deve ser sempre evitada", disse Alexandra Raffaini, anestesiologista da Sociedade Brasileira de Médicos Intervencionistas em Dor.

 

Por que nem sempre é bom se automedicar


Segundo o clínico geral Eduardo Finger, o medicamento não é uma bala mágica e, raramente, faz só aquilo a que se destina. "A medicação altera o funcionamento de diversos órgãos, em maior ou menor grau", indica.

Além disso, a anestesiologista afirma que tomar medicamentos sem recomendação médica pode ser muito prejudicial a saúde por diversos motivos, como mascarar a doença dificultando o diagnóstico e tratamento precoce, pode expor o paciente a efeitos colaterais indesejados, a interações medicamentosas, agravar algum problema prévio de saúde além de propiciar a administração de maneira inadequada.

"O funcionamento do medicamento não depende só de seu consumo, mas também do volume no qual irá se distribuir, como, por exemplo, a quantidade de gordura do organismo, massa corporal total, a intensidade com que o sangue é filtrado pelos rins ou fígado, se ele é ingerido por via oral, tópico ou nasal, a intensidade do metabolismo e as particularidades genéticas de cada pessoa", disse Eduardo Finger.

Embora a automedicação não seja indicada pela maioria dos médicos, ainda existem muitas incertezas sobre o tema. Acabe com suas dúvidas sobre o assunto conhecendo um pouco mais sobre a automedicação:

 

1- Quando eu posso me automedicar?


De acordo com Eduardo Finger não existe nenhum medicamento que não seja nocivo. Portanto, a administração eficaz de um medicamento depende de uma avaliação muito mais extensa do que simplesmente o que consta na bula.

"O paciente leigo absolutamente não está qualificado a fazê-lo, pois ao se automedicar, ele se submetendo a um risco, eventualmente sem a contrapartida de qualquer benefício", afirma.

Para Alexandra Raffaini, o uso de alguns fármacos sem orientação médica pode também expor o indivíduo ao vício. Portanto, é necessário muito cuidado ao se automedicar.

 

2- Eu sempre preciso falar com um médico antes de tomar um remédio pela primeira vez?

 

Segundo a clínica geral Andrea Mychelayne, a automedicação nunca é indicada, especialmente pela primeira vez ao tomar o medicamento. Isso porque é possível desenvolver processos reacionais, alergias.

"Devemos sempre ter a orientação médica antes de iniciarmos medicamentos. Saber a posologia adequada para seu uso, a duração do tratamento, a melhor maneira de administrá-lo. Muitos remédios tem horário específico em que deve ser tomados, tem sua absorção alterada quando administrado junto às refeições ou com determinados alimentos. Deve-se ter conhecimento sobre os possíveis efeitos colaterais e se há interações com as outras medicações que faz uso", esclarece Alexandra Raffaini.

 

3- Que remédios eu posso tomar por conta própria? E quais não posso?


Há alguns medicamentos que oferecem uma margem menor de risco, quando consumidos por indivíduos já avaliados, sem nenhuma deficiência nas funções orgânicas, por exemplo alguns anti-histamínicos ou antiácidos.

"Quando existe alguma febre que não seja muito alta, uma cólica, um resfriado a pessoa pode administrar um anti térmico, você pode administrar um analgésico, mas caso os sintomas persistam o ideal é suspender o medicamento e procurar ajuda médica. Portanto, só é indicado para sintomas mais básicos e que não persistam por muito tempo", afirma Andrea Mychelayne.

Contudo, existem medicamentos que são totalmente contra indicados para automedicação, como os antiinflamatórios não hormonais. "Os antiinflamatórios não hormonais (AINH), consumidos em larga escala, oferecem diversos riscos e devem ser monitorados com mais cuidado, por exemplo, eles têm o potencial de lesar a mucosa gástrica, ao mesmo tempo que alteram a eficácia das plaquetas e, por isso, são causa importante de sangramento digestivo grave", revela o clínico geral Eduardo Finger.

 

4- Eu posso aumentar a dosagem do meu remédio sozinho?


Toda medicação necessita de monitoramento de um especialista. O especialista Eduardo Finger explica que uma medicação é classificada como segura quando a maioria da população a tolera dentro de parâmetros administráveis, no entanto, isto não quer dizer que numa base individual ela seja segura.

"Cada pessoa é única e reage de modo único, portanto, se surge algo durante o tratamento com uma medicação, é importante saber se isto é esperado ou não. Aumentar a medicação em situações assim pode pôr o risco associado a seu consumo num patamar inaceitável, então, deixar este julgamento para o paciente é perigoso", disse.

De acordo com a Alexandra Raffaini, o aumento da dosagem da medicação muitas vezes vem acompanhado do aumento dos efeitos colaterais, assim o aumento dos fármacos devem ser sempre realizados em conjunto com o médico.

 

5- Eu posso misturar o consumo de medicamentos ou isso pode trazer riscos?


Segundo Andrea Mychelayne, misturar classes de medicamentos ou misturar medicamentos com bebidas não é aconselhável, pois poderá aumentar os efeitos colaterais do remédio.

"O consumo de diversas medicações sem o consentimento médico traz risco à saúde visto que uma medicação pode potencializar ou diminuir efeito de outra, pode também potencializar efeitos adversos", completa a Alexandra Raffaini.

 

6- Se eu começar a apresentar algum efeito colateral, o que preciso fazer?


Todos os especialistas indicam que aos primeiros sinais de efeitos colaterais é essencial procurar ajuda médica, para entender melhor o quadro.

 

Fonte: Minha Vida

Edição: A.N. 

 

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