'Junk food' prejudica o intestino e pode causar câncer

Estudo promove troca de dietas entre africanos e americanos

Publicado em: 29/04/2015

Uma pesquisa da Universidade de Pitsburgh, nos Estados Unidos, promoveu uma troca de dietas entre americanos e africanos e identificou os riscos causados por comidas ricas em gordura e com poucos nutrientes— as chamadas “junk food”. O experimento de troca de hábitos alimentares revelou que o consumo desse tipo de alimento prejudica o intestino e pode influenciar o risco de desenvolver câncer.

Os cientista submeteram 40 voluntários a um procedimento de troca de dietas durante duas semanas. Os 20 americanos passaram a ingerir alimentos com baixo teor de gordura e ricos em fibra, já os 20 voluntários africanos aplicaram a dieta ocidental ao cotidiano, rica em alimentos gordurosos, como hamburgueres e fritas.

O estudo, publicado na revista "Nature Comunication", concluiu que a mudança de hábitos trouxe ganho aos americanos que tiveram menos inflamação no intestino. Já os africanos, vivenciaram um aumento de danos à saúde do órgão. Segundo os pesquisadores, a alteração da dieta causou impactos nas células que revestem o intestino e nas bactérias que o habitam, mesmo em um pequeno período de exposição à alimentação ocidental.

“ Em apenas duas semanas a mudança de uma dieta ocidentalizada para uma dieta tradicional africana, rica em fibra e com baixa gordura, reduziu os biomarcadores de risco de câncer, indicando que é nunca é tarde para modificar o risco de câncer de cólon”, afirmou o pesquisador que coordena o estudo, Stephen O’Keefe.

A estimativa é de que até um terço dos casos de câncer de intestino podem ser evitados com uma alimentação saudável.

Outros estudos na comunidade acadêmica indicam as influências da alimentação na saúde do intestino. Nos EUA, uma pesquisa desenvolvida com imigrantes japoneses no Hawai mostrou que apenas uma geração de “ocidentalização” da dieta foi capaz de elevar a baixa incidência de câncer de cólon vista nos orientais a altas taxas encontradas nos hawaianos.

Fonte: O Globo

Edição: G.C

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