Sol de inverno também queima: os cuidados com a pele do bebê

A atenção deve ser mantida mesmo quando a temperatura cai.

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Publicado em: 15/07/2016

Nos dias mais frios do ano, os pais passam a se preocupar com a temperatura. Manter o bebê aquecido e evitar o ressecamento da pele são algumas das prioridades. No entanto, é importante lembrar que, mesmo no inverno, os cuidados com o sol não devem ser deixados de lado. Ainda que o dia esteja frio e nublado, não dá para abrir mão da proteção da pele das crianças.

Segundo a dermatologista Lorenza Belluzzi, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), independentemente da estação do ano, o melhor horário para expor o bebê ao sol é antes das 10h e depois das 16h, por cerca de 10 a 15 minutos. Após esse período ou em outros horários do dia, é preciso adotar medidas de proteção.

“A exposição solar excessiva pode levar a consequências agudas, como queimaduras, manchas, acne e melasma, entre outras. Em longo prazo, é o principal fator de risco para o câncer de pele, além do fotoenvelhecimento”, alerta Lorenza.

Como proteger seu bebê

Nos bebês menores de 6 meses, a única forma de proteção possível é a física, já que eles ainda não podem usar filtro solar. Ao vestir seu filho, prefira blusas de mangas compridas e apoiste em acessórios, como chapéus e bonés. Roupas com proteção solar também podem ser de grande ajuda. Vale lembrar que a exposição direta ao sol não é recomendada para bebês dessa idade, a menos que haja orientação médica.

A partir dos 6 meses, o uso do protetor solar é permitido, desde que o produto seja adequado para a faixa etária. O ideal é que o fator de proteção solar (FPS) seja igual ou superior a 30. As peles mais claras pedem fatores mais altos.

É importante se certificar de passar o protetor solar em todo o corpo do bebê, o que inclui a região da cabeça nas crianças que são carecas ou possuem pouco cabelo. Não se esqueça de reaplicar o produto várias vezes ao longo do dia.

Queimaduras

Mesmo com todo cuidado, qualquer deslize pode causar queimaduras na pele do bebê, que é mais fina e frágil do que a do adulto.

As queimaduras podem ser divididas em três graus, sendo que as de primeiro grau são caracterizadas por lesões avermelhadas, quentes e dolorosas na pele. Já as de segundo grau apresentam bolhas e geram muita dor, podendo levar a cicatrizes e sintomas sistêmicos, como febre, desidratação e distúrbios hidroeletrolíticos, quando a pessoa perde grande quantidade de líquido e eletrólitos (minerais como potássio, cálcio e sódio). Por fim, nas queimaduras de terceiro grau também há a presença de bolhas, porém, elas costumam ser indolores, porque as terminações nervosas também são danificadas, e raramente ocorrem por conta do sol.

“Nos casos de exposição exagerada ao sol, o ideal é utilizar cremes hidratantes, loções calmantes, compressas geladas de chá camomila e águas termais. A ingestão de água também é muito importante nesses casos, para evitar a desidratação. Nas situações mais graves, com formação de bolhas, a criança deve ser levada ao pronto socorro para avaliação do pediatra”, diz Lorenza.

Fonte: Revista Crescer

Edição: G.C

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