Um implante captura células cancerígenas e ajuda a prevenir o surgimento de novos tumores

Sabendo cedo que existem células cancerígenas livres no sangue, os médicos podem agir para evitar a metástase

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Publicado em: 09/09/2015

Um dos maiores problemas em relação ao câncer é sua capacidade de se espalhar pelo corpo – às vezes, isso acontece mesmo antes de a pessoa descobrir que está doente. A metástase ocorre quando células cancerígenas se desprendem do tumor e se espalham pelo corpo através da corrente sanguínea. Lonnie Shea, um pesquisador da Universidade de Michigan, e Jacqueline Jeruss, uma cirurgiã especializada em câncer de mama, acham que podem evitar a metástase através da aplicação de uma tecnologia pouco invasiva e que, no futuro, poderá ser operada pelo próprio paciente.

Shea e Jeruss criaram um implante que, colocado sob a epiderme de um paciente com câncer, consegue detectar a presença de células cancerígenas livres na corrente sanguínea. O aparelho é feito de um material poroso, já usado em operações médicas. O implante é recheado com um tipo de molécula chamado CCL22, que atrai células do sistema imune. Essas células, por sua vez, atraem células cancerígenas que estejam livres no sangue. Se continuarem livres, elas podem ocasionar o surgimento de novos tumores. Descobrir que essas células livres existem é importante porque ajuda os médicos a entender o que se passa no corpo do paciente e ,quem sabe, prevenir o surgimento de um tumor metastático, derivado do primeiro que se espalhou.

O implante foi instalado na pele de ratos que sofriam com câncer de mama. Duas semanas depois, eles continham células cancerígenas ainda que não houvesse tumores em outros órgãos. Os pesquisadores também mostraram que não é preciso tirar o implante do corpo para detectar a presença dessas células deletérias. Para isso, eles usaram uma espécie de técnica de escâner chamada tomografia de coerência óptica. Ela identifica células cancerígenas porque elas são mais densas em seu interior. A revista New Scientist diz que muitas empresas tentam desenvolver meios de tornar essa técnica possível através do uso de smartphones.

Por enquanto, esses experimentos com o implante e o escâner funcionaram bem em ratinhos de laboratório. Os cientistas dizem que o próximo desafio é fazer tudo funcionar em humanos – nossas peles são mais grossas que as dos roedores, o que torna o implante mais difícil de ser analisado.

Fonte: Época
Edição: A.R

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