Cuidados com as alergias alimentares mais comuns em crianças

Bebês que não mamaram no peito têm maior chance de desenvolver quadros alérgicos

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Publicado em: 22/02/2013

Os principais alimentos que desencadeiam alergias alimentares em crianças são: leite de vaca, soja, ovo, trigo, amendoim, peixes e frutos do mar e milho. As crianças portadoras de outros tipos de alergia e/ou com história familiar de alergia têm uma incidência maior.

A alergia ao leite de vaca, ao ovo, ao trigo, e à soja podem desaparecer durante a infância. Já a alergia a amendoim, nozes e frutos do mar são mais duradouras. Os bebês que não são submetidos ao aleitamento materno têm maior chance de desenvolver quadros alérgicos, até mesmo ao leite.

A alergia ao leite de vaca (APLV) se deve à proteína contida neste alimento, e pode ser imediata ou tardia. As manifestações clínicas mais comuns da APLV são dor abdominal, vômitos, regurgitações, cólicas, diarreia, obstipação intestinal (prisão de ventre), fezes com raias de sangue, baixo ganho de peso, lesões de pele (dermatites), sintomas respiratórios como crises de asma, tosse persistente, rinite. Na suspeita de APLV deve-se conversar com o pediatra a fim de fazer o diagnóstico diferencial já que algumas doenças da infância apresentam os mesmos sintomas.

A história clínica é muito importante para o diagnóstico. Deve-se investigar qual é o alimento suspeito, quanto tempo após a exposição o quadro foi desencadeado, quais os principais sintomas, a duração dos sintomas, fatores agravantes ou de melhora. Suspeitando-se de algum alimento, deve-se fazer o teste de provocação oral, que nada mais é que a exclusão deste e de seus derivados da dieta por um tempo determinado. Avaliar se nesse período sem a ingestão houve melhora. Reintroduzir o alimento suspeito na dieta, e caso haja retorno dos sintomas, está confirmada a alergia alimentar. Existem exames laboratoriais que auxiliam no diagnóstico.

O tratamento baseia-se na exclusão do alimento e de seus derivados por um período de seis a 12 meses, de acordo com cada caso. Os pais devem prestar atenção aos rótulos dos alimentos e tentar substituí-los da melhor forma por outros de valor nutricional equivalente.

Nos casos de APLV o aleitamento materno deve ser mantido e a mãe deve fazer uma dieta de exclusão do leite de vaca. Nos casos em que não é possível o aleitamento materno, conversar com o pediatra para que ele possa orientar o uso de fórmula infantil hipoalergênica. As fórmulas à base de proteína isolada de soja podem ser utilizadas em alguns casos, mas apenas em crianças acima de seis meses de idade. A criança que faz uso de fórmula infantil hipoalergênica e tem uma dieta adequada para a idade não tem necessidade de reposição de cálcio.


Fonte: Zero Hora
Edição: N.S.
22/02/2013
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