Tai chi desenvolve equilíbrio e resistência em qualquer idade

Revisão de mais de 500 estudos mostrou que prática tem efeitos benéficos.

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Publicado em: 24/09/2018

Há cerca de uma semana, foi noticiado que o Japão atingiu a marca de quase 70 mil centenários. O número de idosos tão longevos aumenta há 48 anos consecutivos – de 2017 para cá, mais de 2 mil pessoas entraram nesse clube e a expectativa é de que sejam 100 mil em cinco anos. Especialistas creditam tal longevidade a diversos fatores, como saúde pública universal e uma dieta alimentar de grãos, verduras e baixo teor de gordura. No entanto, o hábito de se manter ocupado e em constante atividade faz do velho japonês um exemplo a ser seguido. Talvez esse seja um dos ingredientes do chamado ikegai. Na cultura japonesa, aposentar-se e ficar sem fazer nada é considerado extremamente prejudicial para o indivíduo, porque desconecta a alma do seu ikigai, palavra que pode ser traduzida como “uma razão para sair da cama de manhã”.

Muito bem, estamos no Brasil, mas a inspiração pode vir de outro país asiático: um exercício que não precisa ser praticado em academia de ginástica, nem está associado a correr numa esteira ou carregar peso. O tai chi chuan, mais conhecido como tai chi, é originário da China, está aí desde tempos imemoriais e derruba o argumento de quem diz que está velho demais para malhar. Apesar de ser descrito como uma antiga arte marcial, seus movimentos, gentis, lentos e coreografados, podem ser aprendidos e executados por pessoas de qualquer idade. Embora sempre seja necessário consultar um médico antes de iniciar qualquer atividade física, é sob medida para quem está sedentário e não quer se arriscar a sofrer uma lesão.

Em primeiro lugar, é uma atividade de baixo impacto. Em segundo, é relaxante, porque envolve uma respiração profunda. Em terceiro, dispensa aparelhos e equipamentos, porque os únicos itens necessários são roupa e calçados confortáveis. Depois de aprender as posturas com um instrutor, é possível realizar a prática em qualquer lugar, a qualquer hora. Em 2015, pesquisadores da Universidade de Beijing e da Escola de Medicina de Harvard divulgaram uma revisão de mais de 500 estudos sobre o tai chi, publicados entre 1958 e 2013, que apontava para seus efeitos benéficos.

Ano passado, estudo publicado no “Journal of the American Geriatrics Society” relatava que idosos que faziam uma hora de tai chi de uma a três vezes por semana apresentavam risco menor de quedas. Isso porque os exercícios trabalham equilíbrio, alongamento e resistência, levando ao fortalecimento do corpo e à melhora da postura e da flexibilidade. Há diferentes estilos e formas de praticá-lo, que incluem um número maior de movimentos. Conhecido também como “meditação em movimento”, dada a concentração que demanda, tem outro efeito colateral positivo: diminui a ansiedade.


Fonte: G1
Edição: F.C.

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